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CAIS

 

 

Na beira do cais
Do meu cotidiano
Ancorei meu barco lento
Cheio de sonhos
Num mar revolto
De águas turbulentas
Me vi náufraga
O tempo passou
Partiste
Assim como o sol
Põe-se no horizonte
Assim como as folhas secas
São varridas pelo vento
Hoje meus pés
Tocam a areia branca
Sem direção
E o meu olhar perde-se
na imensidão
Seu barco naufragou
Seguiste
Portos seguros
Sopros de solidão
A desvendar mistérios
Nos hemisférios
Do meu coração
A razão se fez
E por isso talvez
Estou à beira do cais
Seu barco singra outros mares
Imaginários talvez
E a razão
Inconseqüente insensatez
Nos separou
Mais uma vez
Nas indas e vindas
De minha vida
Tu vais e vens e ficas ainda
Preenches o espaço que é teu
E te escondes
Depois partes
Eem dizer pra onde
Adormeço e esqueço a razão
Estás perto
Num certo lugar sem mim
 

M. de Fátima M. Baumgärtner