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ODE À CERVEJA
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Belos
campos sem abrigo Verdejantes
vegetais São
sementes do bom trigo Bem
trajadas qual vestais São
despidas com capricho Nas
escolhas manuais O
joio joga-se ao lixo Ficam
bem especiais Assim
fazem da semente Excelente
uma bebida E
bebê-la é freqüente Pelos
que gostam da vida Muito
leve ou encorpada Diurética
e saudável É
servida bem gelada De
sabor muito agradável Moderada
no efeito Seja
clara ou encorpada Pra
ninguém botar defeito Vai
ao copo entornada Lá
na rua ou na praça Branca
espuma que sobeja Seu
frescor ao copo embaça A
comemorar ela enseja Em
grandes goles poesia Meu
amigo, ora veja Um
brinde só de alegria Bebamos
a loira cerveja! Jairo
Martins
(Stammtisch – setembro/2003)
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