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PASSAGEIRO DO TEMPO (do
livro “Poemáticos”) |
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Ó peito arfante, De tantas emoções vivente e amante, Que jamais será doente, pois em si tem constante O potente cimento ligante com que se faz O coração de paz latente. Ó dias de minha vida, Tão ligeiros das mãos fugidios, Cuja guarida são passageiros momentos, Trança tecida nos fios da existência Que não tem intentos vazios. Passageiro feliz de um tempo que segue, Que vai e que diz: coração que o carregue! E quando soar no relógio a última badalada, No instante da alma ser entregue, Na derradeira pulsada, Seja a emoção que o leve. Jairo Martins |