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INSOLUÇÃO (do
livro “O Anjo Proibido”) |
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quisera dar-te a solução, lavar de calma tuas ânsias e ver se um pouco descansas do que te aperta o coração. quisera entregar-te o que precisas... nem que fosse aliviar-te com mentiras de que me vou porta afora, mas agora tu é que me tiras a coragem de calçar estas botas de me alçar a estas rotas, da visão de mais estradas nas minhas vistas embotadas. quisera dar-te até o mundo, mas seguiria moribundo num caminho que já morreu, sem este mundo que é teu e meu. quisera envolver-te numa paz, ou devolver-te àquela que tinhas, mas nem mesmo sou capaz de alívio às agonias minhas. quisera enfim, tudo aquilo que não posso: seria abandonar o que é nosso transformar em mero osso o coração e esperar o tempo roer esta razão. e te confesso: quanto mais não devo, mais te quero quanto menos peço, mais te tenho quanto mais me afasto, mais te pertenço quanto mais penso, menos senso. por tudo isso te peço perdão, por te amar tanto assim, por não ter dito NÃO! quando dissestes SIM! Jairo Martins |