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O SINAL (do livro “O Anticapitalista”) |
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Olhar as vias vazias da cidade... O coração aberto ao trânsito do amor. Olhar a lua já descendo no horizonte E o medo de que assim não seja.
Fechar os olhos, à sombra dos sinos dobrando badaladas. Seguir pelas estradas, até que se dobre a sina dividida de dois olhos e devida à visão:
Os sinos multiplicam badaladas. Os signos dividem esperanças. Às sinas, somam-se estradas. Aos cios, vêm mais crianças.
Os ritos dividem a fé. Os gritos ecoam na lembrança. Os fitos não se mantêm de pé. E os agitos são desesperança.
À confusão, junta-se IR O coração quer sorrir, O pão precisa de cada dia E a massa de harmonia.
Aos que dizem não; SIM ! Aos que falam que sim à construção codificada, há um não no fim da estrada.
Àqueles próprios do costume de ser com outros o estrume, segue a teimosia, chama-te à atenção a poesia:
Talvez sinos dobrem cios Talvez signos professem sinas Talvez na fé, dissolvam-se ritos Talvez na estrada caminhe a criança Com o fito de manter de pé o
grito da esperança!
Jairo
Martins |