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AO CAPITALISTA (do livro “O Anticapitalista”) |
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Há muito tempo eu vivi calado e não falava nada. No sono e no sonho, de alma acordada, ouvia a tudo o que diziam e a coisa que não ouviam também era escutada. Agora ao me espreguiçar, levanto-me e então vou falar: Pendurem-se nas suas próprias gravatas e verão que está sem osso o pescoço. Assinale nas atas seu moço, que agora tem gente falando grosso: A “grave ata” que atada à goela, Fecha-lhes a janela. E por isso degola todo o seu charme de trazer nesta gola, a desonra dela. É este o desarme a toda a falácia dos homens que ao invés de pescoço levam no dorso como você, toda esta farmácia da mentira falada, entregando o poder à primícia instaurada da malícia maldita que não pode ser. Assim vou falando sem querer ofender, a todos que escutando já conseguem entender. São tão simples palavras, jogadas assim no papel. Vê se da vida em que lavras, também vem de volta o mel. São avisos que dou, vêm das coisas que sou e quem ouvir já levou o que o comunicado informou. Jairo Martins |