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Vem descendo lá das montanhas
Serpenteando pelas entranhas
Feito lâmina cortando os vales
Seu destino é beijar os mares.
Suas margens são verdejantes
Também faz cisões transbordantes
Revelando o heroísmo de um povo
Que constrói tudo sempre de novo.
Delineia geografia pujante
Com formato assaz deslumbrante
E seu curso arrasta histórias
Uma força criando memórias.
Por vezes nos encharca de mágoas
Mas são férteis todas suas águas
De que vale o Vale sem ti?
Pois se é Vale do Itajaí?
Um cinzel esculpindo belezas
Também és cultura e tristezas
Vida e nome deste Vale és tu
Corre sempre Itajaí-Açu!
Jairo Martins
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