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SONETO SOLIDÃO

 


Precisava conversa com amigo do peito,
Que soubesse talvez o que nem imagino.
Alguém pra quem pudesse contar direito
E por completo, sobre meu desatino.

Mas que peça nos prega o destino!
Na estrada, quando se chega ao ponto
Olhar o passado e ver que desde menino,
Para isto com ninguém nunca conto.

Olha-me a solidão sobranceira,
Jura que não sou perdido nem tonto
E num abraço de companheira,

Faz-me saber que estou pronto,
Que durante minha vida inteira
Só com ela contarei e conto.


Jairo Martins