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IMAGINAÇÃO

 

Uma mulher linda,
ausente do medo vou descrever.
Sem segredo esculpindo-a
e cuspindo sua culpa de linda ser.
Este ser de cabelos longos e curvas esguias
a quem me curvo é meu guia,
cubro de beijos a boca da volúpia farta
que não se farta e faz falta.
Seios que matam anseios,
anseio por estar no meio, lado a lado, bico a bico.
E de mais beijos fustigo demais as costas
que encostas no meu castigo,
que se espalha por teu umbigo.
Sorvo sôfrego o líquido que amealha
teu espasmo vulvar na linguagem sem falha.
As frouxas coxas de roliço espernear
no meu prolixo definir-te, extenuar-te com arte,
permitem-me adentrar-te completa como meta da fera,
amansar-te com a seta da era,
em êxtase frenético deixar-te.
Além do tom poético que insinua ver-te nua,
Verte um corpo que sua,
da cabeça aos pés,
a imaginação que és.


JAIRO MARTINS