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Desde a ponte de ferro à praça
Vinha a nado quando era criança
Água fresca, dádiva e graça
Esse tempo não sai da lembrança
Hoje em dia tu estás poluído
Mesmo assim são belas tuas curvas
Aquele tempo ainda está refletido
Em tuas águas que agora são turvas
Eram limpas, tom esverdeado
Via o fundo quando mergulhado
O teu leito de areão espalhado
Lembro de criança os folguedos
Nas tuas águas afogava meus medos
Nadando e descobrindo segredos
Jairo Martins |