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Teceu uma rede de mentiras,
deitou-se nela e relaxado adormeceu.
Uma a uma, romperam-se suas tiras,
e a verdade é, que ao chão desceu.
Teceu uma rede de ilusões.
Feliz então ali ficou deitado.
Levantou-se aos tropeções,
enfrentando-se acordado.
Teceu uma rede de amarguras
e para dormir, nela descansou.
Mas suas amarras eram tão duras
que a rede o machucou.
Teceu uma rede de amor
e na rede se jogou para desfrutar.
Mas lhe ocorria uma dor,
faltava alguém a lhe acompanhar.
Teceu uma rede de idéias
e ali se espichou para pensar.
Mas a rede tanto balançou
que nela nem pode descansar.
Teceu uma rede de verdades,
e cansado, nela se esticou.
Adormeceu sonhando felicidades
e nunca mais se acordou.
Jairo Martins
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