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O SINAL

 


Olhar as vias vazias da cidade...
O coração aberto ao trânsito do amor.
Olhar a lua já descendo no horizonte
E o medo de que assim não seja.

Fechar os olhos,
à sombra dos sinos dobrando badaladas.
Seguir pelas estradas, até que se dobre a sina
dividida de dois olhos e devida à visão:

Os sinos multiplicam badaladas.
Os signos dividem esperanças.
Às sinas, somam-se estradas.
Aos cios, vêm mais crianças.

Os ritos dividem a fé.
Os gritos ecoam na lembrança.
Os fitos não se mantêm de pé.
E os agitos são desesperança.

À confusão, junta-se IR
O coração quer sorrir,
O pão precisa de cada dia
E a massa de harmonia.

Aos que dizem não; SIM !
Aos que falam que sim
à construção codificada,
há um não no fim da estrada.

Àqueles próprios do costume
de ser com outros o estrume,
segue a teimosia,
chama-te à atenção a poesia:

Talvez sinos dobrem cios
Talvez signos professem sinas
Talvez na fé, dissolvam-se ritos
Talvez na estrada caminhe a criança
Com o fito de manter de pé
o grito da esperança!

Jairo Martins